Oráculo

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Petit Baudelaire.


Nestes últimos dias, meu correspondente Okatista do Cabo Verde, Carlos Alberto Moloko me parabenizou pela iniciativa de criar um blog difusor dos pensamentos Okaticos, principalmente em função do risco de se perder tão nobre conhecimento que se espalhou pelo mundo. Aproveitando ensejo, Moloko me relatou uma história deveras interessante mostrando o quão diversas são as experiências Okatistas no mundo.

Me foi relatada a história de um Lumpesino conhecido pela comunidade como Petit Baudelaire que prega os pensamentos Okaticos pelas praias e pelas ruas deste paradisíaco país. De origem francesa, Petit Baudelaire revelou que tomou contato com o Okatismo quando frequentava as passeatas de Paris 68, na tomada da Universidade de Sorbone.
Depois resolveu peregrinar por influencias Okatistas no mundo, acabando por chegar na Malásia, onde foi aluno direto de Sial Zakar. Devolta a França, nosso peregrino iluminista, passa por uma grande decepção ao ver sua filosofia elitizada e sendo usada por pessoas que nada tinham da essência Okatista.

Petit Baudelaire resolve então partir em nova peregrinação, tentando levar o conhecimento Okatista para as massas que até então se encontravam desprovidas de tal conhecimento. Nosso Platão francês então chegou á cidade de Praia em Cabo Verde, lugar aonde abdicou de todos os luxos e a pompa que possuía em seu país natal.

Livre das efemeridades mundanas que previamente o cercavam, começou a frequentar as praças e praias locais pregando a filosofia Okatista ás massas. Sem nunca ter revelado seu nome verdadeiro, Petit Baudelaire diz-se criador do Okatismo popular por ser o primeiro a difundir este pensamento para aqueles que julga ser o verdadeiro alvo da filosofia, afirma que os pobres e todos aqueles que são despregados aos luxos materiais são os verdadeiros merecedores desta virtude.

Julga ser os seguidores das filosofias socráticas os responsáveis pelo desvirtuamento do Okatismo na antiguidade, por isto esta tentando tornar popular o Okatismo, deselitizando-o.




Gostaria de agradecer novamente ao meu camarada Carlos Alberto Moloko por enviar-me o dossiê deste filosofo Okatista, antes desconhecido por minha pessoa. O objetivo de meu blog é exatamente este, mapear e difundir o Okatismo no mundo.
Em um futuro próximo, estaremos mandando um correspondente ao Cabo Verde para documentar esta inusitada experiência de Petit Baudelaire.


(Apenas para exclarecer leitores incautos, o movimento pode ser designado tanto como Okatismo como Okataismo, a nomenclatura não influencia a idéia)


-Pássaro Gordo


domingo, 3 de janeiro de 2010

Nietzsche e o Okata.






















Em "A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos" o irreverente filosofo Friedrich Nietzsche aborda as antigas filosofias gregas com a alcunha de "Filosofias Primitivas", e ainda explica o por que da nomenclatura: "A resposta para quem somos está em nossa fase mais primitiva e bruta, algo que se encontra hoje dormente em nosso âmago". O livro em questão nunca foi completo pelo autor, o que sugere que Nietzsche não tenha tido um contato aprofundado e substancial com a filosofia grega do Okata, porém ele revela ter descoberto muito sobre a mesma. Nietzsche afirmava que a pior coisa que poderia ter acontecido pra a Europa, seria ter deixado o principio da herança greco-romana, substituindo-o pelo catolicismo. Ao se referir ao "principio da herança greco-romana" Nietzsche faz clara alusão ao Okata, que foi quase completamente diluído pela doutrina cristã.



Considerado pelos filósofos Okataistas, o dentre eles que atingiu a maior popularidade entre as massas, Friedrich Wilhelm Nietzsche nunca se referiu ao movimento filosófico, apesar do mesmo ter o influenciado para a redacção da maioria de seus livros, Nietszsche desconhecia, de fato, o Okata como uma filosofia, mas como uma forma de pensamento subjectivo herdado pelos gregos, e embrenhado nas entranhas mais obscuras de nossa cultura.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Post ás 20:32.



Agora são 20:32 , ou seria se o tempo existisse de uma forma linear.



Ou seja, a definição de tempo que conhecemos como 20:32, não existe.



Se o tempo não existe, este post também não.

Introdução ao Okataismo

Okata (escrevo assim pois meu camarada Weblogger não permite caracteres Gregos) se traduz literalmente: Oka - Alternativo; Ta - Real. Realidade Alternativa grosseiramente traduzindo para nossa língua. O Okata foi uma filosofia esquecida no tempo, de modo que não se encontra nenhum manuscrito á propôs da mesma, sua grande maioria foi destruída nas invasões bárbaras, e os poucos pensamentos Okaticos contemporâneos se encontram na mente (sim, no singular, vide conceito de "Hivemind") de seus seguidores.

Eis que eu chego com o propósito deste blog: relatar os pensamentos Okaticos primários e suas discrepâncias com nosso quotidiano e com o tempo e espaço como
conhecemos, que se revelam caóticos, baseados em uma série de acontecimentos que estão congelados ad infinitum em uma linha do tempo imaginária, organizados não - linearmente.

Já que este é meu primeiro post, explicarei de um modo menos teórico: imagine que você neste exato momento, saque uma arma e atire em seu córtex frontal, matando-do (a) no ato. Esta ação esta congelada no tempo e no espaço. Você sempre fez isso e sempre fará, sendo assim, ainda continuaras vivo(a), na linha do tempo que compreende o momento de sua nascença até este momento derradeiro, sendo que todos os momentos de sua vida estarão acontecendo simultaneamente como sempre aconteceram des da criação do universo, descartando assim a noção de vida e da morte para o Okata. A ação é como um quadro fixo, sendo assim, podemos chegar a duas conclusões:

1- Todos os acontecimentos neste plano de existência, já aconteceram, e continuam acontecendo ad infinitum. Assim sendo, não existe livre arbítrio dos seres censcientes, em um certo contexto. Apesar de se poder realizar decisões
conscientes sobre o futuro, segundo o Okataismo, todas elas já foram feitas, e estão paradas na linha do tempo ocorrendo infinitamente (e ao contrário do pensamento popular,a linha do tempo é uma linha Vertical, com todas as ações paradas em um mesmo plano)

2- Passado, presente e futuro são definições errôneas, o que existe é apenas o tempo, e apesar de nosso estado de falsa lucidez para-sensorial nos alertar que á uma continuidade no mesmo, de fato este raciocínio não reflete a
realidade Okatica.

O Okata acredita que esta nossa realidade, que é um subproduto de um infinito número de acontecimentos estagnados no tempo, é apenas um fragmento de uma
realidade maior, invisível aos nossos olhos, abordado pelo filosofo malaio seguidor do Okataismo, Sial Zakar, como "Pelacur", cuja tradução do malaio seria
algo como "Retalho Verdadeiro".

A filosofia Okata, aborda este universo deduzido por Zakar como se fosse literalmente um retalho de pano, continuo, cujas bordas se estendem até o infinito. As ações no tempo estão fluindo em todas as direções do retalho, formando elipses paralelas congruentes entre si, e igualmente infinitas, dentro de uma destas infinitas elipses esta contido o nosso universo.

Bem, isto ja é muito por um post só, mas essa é a idéia básica do Okataismo, e sua leitura será necessária em posts futuros (supondo uma concepção errônea de futuro)

Até a próxima ocorrência temporal não linear camaradas.

-Pássaro Gordo